quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

THE YELLOW SUBMARINE

.
Em 2004, o Estado português fez um contrato com o consórcio GSC para a compra de dois submarinos por mil milhões de euros. As coisas terão corrido da forma tradicional, à antiga portuguesa, particularmente no respeitante a contrapartidas, e acabou tudo em tribunal. Há três arguidos alemães e sete portugueses, proporção de acordo com os usos e costumes indígenas.
Hoje, a principal testemunha—Rui Felizardo, com nome de predestinado e gestor da Inteli—terá declarado em tribunal que a sua empresa recebeu mais de 600 mil euros do Estado, 115 mil do consórcio alemão e 400 mil da ESCOM.
Ouvido pelos jornalistas, o advogado dos alemães, Godinho de Matos, declarou que a testemunha não tem crédito, o que não custa a acreditar. E mais disse Godinho de Matos: "Só falta saber quanto terá recebido Rui Felizardo, por parte do Ministério Publico". Assim mesmo!
O próximo episódio seria, num país escorreito, ouvir o Ministério Público por suspeita de mais  um suborno, a acrescentar à lista dos anteriormente referidos; e depois, Godinho de Matos, se não se provar a insinuação.
Como vivemos no berço de Isaltino, Loureiro, Felgueiras, está tudo catita. No pasa nada, como diz espanhol.

Sem comentários:

Enviar um comentário