Em 2004, o Estado português fez um contrato com o
consórcio GSC para a compra de dois submarinos por mil milhões de euros. As
coisas terão corrido da forma tradicional, à antiga portuguesa, particularmente
no respeitante a contrapartidas, e acabou tudo em tribunal. Há três arguidos alemães
e sete portugueses, proporção de acordo com os usos e costumes indígenas.
Hoje, a principal testemunha—Rui Felizardo, com nome de
predestinado e gestor da Inteli—terá declarado em tribunal que a sua empresa
recebeu mais de 600 mil euros do Estado, 115 mil do consórcio alemão e 400 mil
da ESCOM.
Ouvido pelos jornalistas, o advogado dos alemães, Godinho
de Matos, declarou que a testemunha não tem crédito, o que não custa a
acreditar. E mais disse Godinho de Matos: "Só falta saber quanto terá
recebido Rui Felizardo, por parte do Ministério Publico". Assim mesmo!
O próximo episódio seria, num país escorreito, ouvir o Ministério Público por suspeita de
mais um suborno, a acrescentar à lista dos
anteriormente referidos; e depois,
Godinho de Matos, se não se provar a insinuação.
Como vivemos no berço de Isaltino, Loureiro, Felgueiras, está tudo catita. No pasa nada,
como diz espanhol.

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