O dinheiro não traz a felicidade, diz a sabedoria
popular. A sabedoria erudita também dizia o mesmo—o aumento do produto interno
bruto e o crescimento económico não se acompanham de aumento da felicidade e do
bem-estar das população. Era, e ainda é, o paradoxo de Richard Easterlin, o
economista que, em 1970, fez os estudos considerados correctos para tal conclusão.
Mas...
Mas, investigações recentes de académicos americanos
reputados, com critérios estatísticos mais apurados, dizem que não há paradoxo
nenhum porque o método de Easterling está errado—a felicidade e
bem-estar aumentam com o rendimento. Os ricos são mais felizes que os
compatriotas pobres e as populações de nações ricas, como a Suíça, são mais
felizes que as das nações pobres, como as de África. E há mais: não existe
limite para o aumento da felicidade provocado pelo aumento do rendimento; isto
é, quanto mais rico melhor. E saiba mais, se não sabia já: existe uma Base de
Dados Mundial da Felicidade (World Database of Happiness!) com informação
credível para fazer estudos sociológicos sobre o tema.
O mais inesperado nestes estudos é a ausência de limite
para o aumento da felicidade. Ou seja, qual a razão porque um rico muito rico,
a quem mais dinheiro não traz nada material que não tenha já, fica mais feliz
com mais riqueza? A razão é simples—o objectivo não é mais dinheiro, mas o que
ele significa em termos de poder e importância social. Aí está! Ser mais rico
que o vizinho não é só poder comprar mais coisas; é também ser mais importante
e poderoso que ele.
Há pachorra para o Homo dito sapiens? Não há.
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