terça-feira, 20 de maio de 2014

TOZÉ TEM MEDO DAS JURAS

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Leio nos jornais que o  secretário-geral do PS prometeu na Terça-Feira à noite, "sob palavra de honra", devolver o valor das reformas cortadas aos pensionistas. Não chega falar assim. Eu não acredito e espero que Tozé diga amanhã: "Eu seja ceguinho, se não devolver o valor das reformas cortadas aos pensionistas".  Tozé é muito esperto, vem com conversas inconsequentes e não arrisca. Essa coisa da palavra de honra é fóssil do tempo remoto em que havia honra. Hoje é vento ventando, fim da ladeira, a viga, o vão, é festa da cumueira,  chuva chovendo, conversa ribeira das águas de Março.
Tozé não vai lá: tem medo de fazer jura e ficar cego. Político experiente jura porque sabe que não cega, a menos que um pensionista lhe vaze um olho. Mesmo assim, ainda sobra outro, sem contar o que Tozé tem no fundo das costas, agora muito apertado com as sondagens.
No meio desta peça trágico-cómica, só lamento a ausência de Eça entre nós. Alguém imagina o que ele escreveria sobre Tozé? Eu não imagino porque, se imaginasse, escrevia eu o que seria a página de ouro da prosa nacional. Nem Camões lá chegava com os barões assinalados da Ocidental praia Lusitana. Ganda Tozé!
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