sábado, 30 de novembro de 2013

O PICA-PAU E O FUTEBOL AMERICANO

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A concussão cerebral resulta de traumatismo craniano e acompanha-se de perturbações neurológicas, frequentemente reversíveis porque não há lesões anatómicas graves no cérebro. Por exemplo, quando nos dão uma paulada pouco violenta na cabeça—não como a que Vasco Lourenço ameaça dar ao Governo—e perdemos a consciência durante minutos. Traumatismos menos fortes também podem produzir concussão, se repetidos.
Chegado aqui, informo que um pica-pau bate com o bico na madeira 12.000 vezes por dia, em média, ocasionalmente ao ritmo de 20 pancadas por segundo, com velocidade de 20 km por hora em cada pancada. E o pica-pau não sofre concussões cerebrais!
Porquê? Parece parva a pergunta, mas os homens do futebol americano estavam interessados em saber, por razões óbvias. E foram informar-se.
Em primeiro lugar, a orientação do encéfalo da ave faz um ângulo de 90º em relação à orientação no homem, o que distribui a força dos impactos numa área maior, diminuindo a pressão por unidade de superfície. Depois, o encéfalo do homem pesa cerca de 1.400 gramas e o do pica-pau 2 gramas. A diferença pode ser ilustrada pelas diferentes consequências da queda de um telemóvel, ou de um computador, duma mesa. Finalmente, o encéfalo do pica-pau preenche completamente a capacidade do crânio, não havendo lugar para movimentos contra a parede óssea. Ah ganda pica-pau!
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