quinta-feira, 28 de novembro de 2013

TROCA-TINTAS

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"O principal para que o Governo tenha êxito é saber persistir. Ter a coragem de não mudar de rumo, independentemente dos acidentes de percurso. Recomeçar, pacientemente, quantas vezes forem necessárias. Tomar decisões. Não se deixar perturbar por agressões verbais, por incompreensões ou por injustiças. Aguentar de pé. Para os homens de convicção e de recta consciência, o que conta é sempre—e só—o futuro". O autor deste palavreado é o Dr. Soares. Foi em 1984, era Primeiro-Ministro, Portugal estava tutelado pelo FMI, havia salários em atraso, empresas falidas e fome—bastante fome.
Hoje fala como um livro aberto contra a nova desgraça que se abateu sobre nós, que conhece bem por experiência própria. É senilidade? Também; mas não só. O Dr. Soares sempre foi assim. Um insensato autoritário, vaidoso e egocêntrico que diz hoje, com a mesma cara, o contrário do que disse ontem—um aldrabão compulsivo habituado a ser tolerado. O seu comportamento actual, felizmente, está a corrigir a memória que a História guardará dele.
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