segunda-feira, 18 de agosto de 2014

É LÁCTEA A NOSSA CASA

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A Via Láctea, como é sabido, é a galáxia onde mora a Terra e moramos todos, obrigatoriamente. Falar assim parece ser de quem está contrariado, mas não. Gosto tanto de morar na Via Láctea como de morar na rua onde moro, embora esta deva ser mais pacata que a galáxia em geral e tem tudo à mão. O Centro Colombo da Via Láctea, por exemplo,  não sei onde é e deve ser um problema lá chegar, com nebulosas, estrelas brancas anãs, planetas desabitados e um ror de outras coisas pelo meio a complicar a viagem. E o centro da galáxia não tem, de certeza, o encanto dos Restauradores, do Rossio, da Rua Augusta. Tem lá um buraco negro medonho mas, em boa verdade, nas imediações do Terreiro do Paço também está o Ministério das Finanças, maior que o buraco negro central do grupo de galáxias Fénix, que tem massa 20 mil milhões de vezes superior à do Sol e cresce por ano o equivalente 60 vezes a massa deste. A massa do Ministério também é de bitola astronómica, mas cresce anualmente muito mais porque cresce em proporção geométrica. A máquina de calcular da Maria Luís só faz multiplicações. Somar, soma pouco e diminuir nem pensar—é sempre a multiplicar.
Servem as considerações preliminares para mostrar a supracitada Via Láctea numa fotografia. Como se vê, tem o aspecto de um disco voador com milhares de milhões de estrelas, sendo o diâmetro 100 mil anos/luz e a espessura no centro—onde é máxima—mil anos/luz. Atravessa o céu em posições variáveis, conforme o ponto de onde é vista, sendo o da fotografia o Chile. Resta dizer muito mais, mas por agora só isto: todas as estrelas que vemos à vista desarmada, pertencem à Via Láctea. Só com telescópios mais ou menos complicados se vêem estrelas de outras galáxias.
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