sábado, 30 de agosto de 2014

OS CONDESCENDENTES

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Centenas de jovens afluíram ao Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa, numa acção convocada através do Facebook.
O objetivo seria manifestarem-se contra o racismo.
Geraram-se confrontos entre grupos rivais de jovens.
Algumas lojas fecharam com receio de desacatos.
A PSP foi chamada.
Dois jovens foram acusados de resistência e coação a agente de autoridade.
Duas raparigas foram acusadas de posse de arma branca utilizada durante o roubo de um telemóvel e uns óculos a uma menor.
Um rapaz de 15 anos sofreu ferimentos provocados por uma chave de fendas.
Cinco agentes ficaram feridos.
Tendo em conta a juventude dos intervenientes, a presença da polícia (que, note-se, acabou com cinco agentes feridos) deve ser agradecida por todos, a começar pelas famílias dos jovens, pois nestas idades a distância entre um desacato e uma tragédia é uma linha finíssima. Mas há um problema: os jovens seriam maioritariamente negros e aí o desacato deixa de ser um desacato e torna-se um problema racial. Os polícias deixam de ser forças da ordem e tornam-se agentes da opressão. Os lojistas deixam de sofrer prejuízos e passam a símbolos da intolerância. Os jovens deixam de ser jovens em idade parva e com propensão para o disparate como são todos os jovens daquela idade para se tornarem em vítimas da discriminação e, por fim mas não por último, os jornalistas redigem as notícias sobre os factos com pinças não venha de lá a acusação de racismo. Por último vem como não podia deixar de ser o comunicado da associação que diz lutar contra o racismo. No caso a SOS Racismo. [...]
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Assim começa um artigo escrito por Helena Matos no "Observador", no passado dia 24, que pode ler na íntegra aqui. Vale a pena ver porque está tudo certo. 
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