sábado, 23 de agosto de 2014

TUDO À PRIMEIRA FORMA

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Soa que Guterres se vai candidatar a Presidente. Guterres não é mau tipo—deve até ser uma boa alma—e é inteligente e sério. Mas, politicamente, é um nabo. Embalado numa conversa louvável de solidariedade, carregou no acelerador da ruína pátria que já vinha de trás em movimento uniformemente acelerado e refinou depois com a nulidade chamada Zezito, qual girândola de fogo de artifício.
Guterres, como governante, perdeu o controlo da marcha para o precipício e na primeira oportunidade—a derrota nas eleições autárquicas—deu de frosques. O homem é simpático, bem intencionado, gajo porreiro até, mas não serve: é cágado e alforreca.
Vai ganhar as eleições se se candidatar. Portugal não aprende. Os indígenas deixam-se enrolar em rodriguinhos políticos e em conversa de jornalistas "progressistas" e gostam de pescadinha de rabo na boca. Se o PS for governo, o que o partido tem de pior vai ficar de rédea solta. No XIII Governo Constitucional, presidido por Guterres, só para os gabinetes ministeriais foram nomeadas  2.132 pessoas, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Administração Pública. É um bom indicador—vira o disco e toca o mesmo.
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