sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

BIBLIOTECA OU CIBERCAFÉ ?

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A biblioteca pública é uma conquista da civilização com grande tradição nos Estados Unidos. Sempre foi mais do que um armazém de livros para a leitura por todos os cidadãos segundo normas estabelecidas. É também lugar de convívio, troca de opiniões e discussão de pontos de vista, em circunstâncias esporádicas individuais e em eventos organizados.
Mas, continuando a ser isso, está a mudar com a chegada da Internet. Nos Estados Unidos, 100% das bibliotecas públicas dão aos cidadãos acesso à Net e 90% delas fornecem mesmo formação e treino na sua utilização. Tal permite a leitura de livros digitais e, em muitos casos, a possibilidade de os descarregar em computadores portáteis, no iPad e por aí fora. E é também permitido o uso para operações bancárias, procurar emprego, fazer compras e tudo que se faz em casa. No fundo, um estímulo às novas técnicas da comunicação, em benefício de todos.
No ano passado, 25% dos adultos americanos usaram as bibliotecas públicas para aceder  à Internet. Desses, a maior parte correspondia aos quase 33% da população que não tem ligação à rede em casa, sobretudo negros e hispânicos.
Pode achar-se uma desolação ver a antiga casa do livro transformada em cibercafé, não com salas forradas de estantes repletas de livros de magníficas lombadas, mas apenas com mesas pindéricas cheias de monitores igualmente pindéricos. 
Muitos jornais são mais lidos online que em papel e alguns já acabaram com o papel. É o império do funcional, do eficiente e do mais económico. Quem não gosta, tem de se conformar; ou ir à Biblioteca do Vaticano. É a vida!
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