segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ESTRELA DE BELÉM

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É Natal e a estrela é um ícone indissociável da época festiva. Referida apenas no Evangelho de S. Mateus, alegadamente apontou o caminho aos magos Gaspar, Baltazar e Belchior para encontrarem o local do nascimento de Cristo, a quem foram adorar, levando presentes de incenso, ouro e mirra―a Bíblia nunca os refere como reis, embora popularmente sejam assim considerados.
A veracidade histórica da Estrela de Belém é duvidosa e tem sido motivo de estudos astronómicos que procuram encontrar a explicação científica para o fenómeno. É difícil tal trabalho, desde logo porque não há dados certos sobre a data do nascimento de Jesus, embora tudo aponte para que tenha sido no Século IV, ironicamente designado por Antes de Cristo. Sem data precisa, é difícil aos astrónomos determinar retrospectivamente o que terá acontecido, ficando apenas hipóteses de fenómenos celestes que se sabe terem ocorrido então e eventuais situações esporádicas, impossíveis de demonstrar, como as chamadas estrelas cadentes, explosão de um meteoróide, aparecimento duma nova ou supernova, que correspondem ao fim de uma  estrela, tornando-a visível a olho nu, a conjugação de planetas, neste caso de Júpiter e Saturno, e por aí fora.
Os fenómenos celestes eram na época frequentemente interpretados como prenúncio ou anúncio de factos terrestres importantes e é possível que tal tenha motivado S. Mateus a referir a Estrela de Belém no seu Evangelho―dos quatro evangelistas “oficiais”, é o único que o faz, sendo o seu escrito o mais moderno e por isso mais tempo depois do narrado. S. Marcos, S.Lucas e S. João passam totalmente ao lado  de S. Mateus na matéria.
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