sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

JARDIM SEMPRE

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Segundo o Tribunal de Contas, o governo de Alberto João Jardim não observou as normas regimentais nas concessões dos caminhos da ilha, causando um prejuízo ao Estado de quase 300 milhões de euros. Em boa verdade, devíamos ficar indignados e pedir a subida do janota ao cadafalso, uma vez que tal quantia vai ser extraída aos pensionistas, está bom de ver.
Mas o "Excel Man"—vulgo Vítor Gaspar—em minutos resolve o problema e tira mais um coelho da cartola dos reformados. É só ligar o computador, abrir o "Microsoft Office Excel" e, com dois passes de mágica, acerta as contas. Voilà! Depois dá um nome à extorsão que pode ser—sugiro eu—Contribuição de Caridade Insular, aplicada com exclusividade a pensionistas, como já vigoram outras, verbi gratia a Contribuição de Solidariedade tout court, que não sei para que serve mas será eventualmente para tapar o buraco de 3 mil milhões de euros dos 500 clientes caloteiros do queijo suíço chamado BPN.
Fique Vossa Excelência, Senhor Doutor Gaspar, tranquilo porque os pensionistas pagam de boa vontade. Somos gente de não virar a cara à luta e estamos cá para o acompanhar nesta cruzada que é a salvação da Pátria. Lutará o Ministro, e lutaremos nós, até ao último reformado. Tal e qual—como Churchill lutaria com Hitler, se necessário fora, até ao último americano.
Apesar de Jardim ser impagável, pagaremos sem gaguejar, titubear, ou tergiversar; posso garantir. Queremos é Jardim sempre, toujours tout droit, forever. E também queremos os caloteiros da Quinta da Marinha e similares sempre, toujours tout droit, forever. Que seria deste País sem Sua Excelência Gaspar e sem os pensionistas? Nada!... É uma honra que nem merecemos.
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