segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

NÃO HÁ PROGNÓSTICOS PARA O "ARMAGEDDON"

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Um dos aspectos filosóficos da economia actual tem a ver com o que se chama "rendimento decrescente". Para perceber o que é, usemos uma alegoria: se tivermos um recipiente cheio de amêndoas de vários tipos e formos procurando apenas as de licor, à medida que as vamos tirando, vai sendo mais difícil encontrá-las—a procura tem rendimento decrescente. Tal e qual!
Malthus era bem intencionado e acreditava no rendimento decrescente; mas acreditava mal porque as coisas em economia não são lineares nem estáticas. Não se pode fazer previsões sem considerar factos imprevistos; e, como são imprevistos, as previsões têm elevada margem de erro. Assim aconteceu a Thomas, também chamado Malthus.
O saber cria saber, a prosperidade cria prosperidade, o consumo cria produção—no mundo da ideia não há rendimento decrescente. A ideia não se gasta. Thomas Jefferson dizia: Aquele que recebe de mim uma ideia, recebe instrução, sem que a minha diminua; tal como o que acende uma vela na minha recebe luz sem me deixar na escuridão.
Ideias irrefutáveis. Por isso se perceberá prudente cepticismo quando falo de coisas como a depleção do ozono, o aquecimento global, o esgotamento das fontes de energia, rebabá. Não significa que se minimizem ou esqueçam tais ameaças—existem e são preocupantes. Mas o engenho humano é imenso e tem dado a volta a problemas maiores. O militantismo "Algoriano" é provavelmente exagerado. Até hoje, nenhum profeta do Armaggedon económico, social, ou ambiental acertou. É minha convicção que está para nascer o primeiro que acerte. E se vier o Armaggedon, o mais verosímil é que venha por onde ninguém espera.
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