sexta-feira, 26 de abril de 2013

A MURALHA D' AÇO ESTÁ DE VOLTA

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Dizem os periódicos que o coordenador do Bloco de Esquerda falou. Em primeiro lugar, é preciso esclarecer que um verdadeiro partido de esquerda, como é o caso do bloco da dita, não tem coisas como presidente, secretário-geral, sequer conselheiro ou guia―ali toda a opinião é democraticamente soberana e só se carece de um coordenador de toda e tanta soberania: coisa diferente é “fassismo”. Dizia eu, então, antes de esclarecer este ponto prévio e  importante, que o coordenador dos soberanos esquerdistas, falou e proclamou, urbi et orbi, que os soberanos acham ter chegado a sua hora de governar e que estão, não apenas disponíveis, mas prontos para o fazer. Isto é, podiam estar disponíveis mas não prontos, ou vice-versa,  prontos mas não disponíveis. Graças a Deus, acumulam as duas condições, a somar a todas as outras sobejamente conhecidas dos  anti-“fassistas”.
Finalmente, surge na Pátria Lusa uma réstia de esperança, um alvoroço de ressurreição, o pirilampo no fim do túnel! Dois pirilampos, se o PCP também manifestar disponibilidade e prontidão. Parafraseando Vinicius, de que mais precisa um homem, além de um pouco de pensamento, para ser feliz?
Com a convergência da radicalidade canhota, acresce uma virtualidade: não carece ela da elaboração de programa governativo. Está este já impresso e expresso com sucesso no PREC de saudosa memória. Legalidade há só uma, a revolucionária e mais nenhuma. Tal e qual!
E pelo companheiro Vasco não vai nada?...

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