segunda-feira, 22 de abril de 2013

UM SARGENTO SUBAPROVEITADO

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Essa figura inefável que dá pelo nome de Lima Coelho e é Presidente da Associação Nacional de Sargentos, sargento-chefe, segundo suponho—injustamente, pois devia ser general de quatro estrelas, pelo menos—nunca deixa de ser ouvido sobre os fulcrais problemas da política da Defesa, sobre as grandes opções estratégicas nacionais, sobre a relação de forças Norte/Sul, quiçá sobre as burrices tácticas praticadas por Átila, o Huno, por Napoleão Bonaparte, por Bernard Montgomery, por Erwin Rommel e por todos os imbecis do mesmo calibre que nunca chegaram a presidentes duma associação de sargentos.
Agora que foi nomeada uma mulher para Secretária de Estado no Ministério da Defesa, Coelho não podia deixar de estar na linha da frente, com comentários sobre tal nomeação: “Vemos isto com uma profunda preocupação e pode estar a transmitir a instabilidade e insegurança que se vive no seio do Governo, não apenas na Defesa, com estas mudanças inopinadas quando se diz [o Governo] que está tudo bem”, opinou. Coelho está preocupado e, quando tal sucede, é porque a segurança da Pátria está periclitante e nós deixamos de dormir tranquilos. Aliás, Coelho preveniu que os conhecimentos na área da Defesa Nacional não se adquirem de um dia para outro e já era tempo dos responsáveis políticos e a hierarquia  militar lhe dar, pelo menos, a atenção que recebe dos jornais—conhecimentos na área da Defesa é com ele.
Coelho é o "papagaio" das reportagens da TV, o "emplastro" de Lisboa a acenar por trás de tudo quanto se diz sobre militares na comunicação social.
Seria apenas ridículo, se não fosse o retrato dumas forças armadas a roçar a opereta.
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