Há motores de cilindros em “V” e há políticos de beiçola em
“V”―um desses políticos falou hoje no Congresso do PS e atirou-se a Cavaco. E
que disse o beiçola em “V”? Disse que Cavaco já não é Presidente da República
(tomara que fosse verdade!) e que Cavaco não protegeu o Zezito quando este se
estampou na Assembleia da República com um Orçamento do Estado do género “Deus
me livre”, que o beiçola em “V” achava muito bom, pois era cúmplice de toda a
cavalada feita até aí no consulado socrático.
Cavaco é nabo, mas só um cego não via o comportamento
delirante daquele Governo, cujo chefe, na véspera do Ministro das Finanças
pedir ajuda financeira internacional à sua revelia, ainda falava na terceira
travessia do Tejo, no Aeroporto de Alcochete, no TGV Lisboa-Madrid, blá, blá,
blá. Era de pesadelo aquilo!
E o beiçola em “V” sai agora a vomitar bílis sobre Cavaco cuja
única obra louvável até à data foi abrir a posta da saída ao Zezito, ao beiçola
em “V” e demais correlativos. É a vingança do recalcado, o coice do burro no
leão moribundo. Parafraseando um notório “fassista”, o leão está moribundo mas
não morre, embora a gente não almoce; e o burro está cada vez mais burro.
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