terça-feira, 30 de abril de 2013

STTAU MONTEIRO REVISITADO

.
1.145 palavras, 5.565 caracteres (sem espaços), 6.697 caracteres (com espaços) e 14 parágrafos—tal é o balanço da prosa do Dr. Soares no "Diário de Notícias" de hoje, que aguardo sempre com grande expectativa. 

Na peça do Dia da Graça de  30 de Abril, do Anno Domini de 2013, ou seja hoje, diz a folhas tantas o dr. Soares:

[...] "O amor é uma coisa que há em Coimbra quando os estudantes tocam guitarra e passeiam com umas coisas que há lá e que eu não sei o que são chamadas tricanas mas depois os estudantes acabam os exames e vêm para Lisboa e não pensam mais no amor e casam eu sei estas coisas porque oiço o rádio da vizinha que está sempre a tocar muito alto mas não conheço ninguém que tivesse guitarra em Coimbra e por isso não sei muito bem o que é o amor e a que sabe mas sei outras coisas porque sou de Olhão como diz a minha professora que é a D.Eugénia..." [...]

Perdão, isto é do Luís Sttau Monteiro, é parte duma redacção da Guidinha do finado "Diário de Lisboa" e não é o que queria transcrever. O que queria é assim:

[...] Na verdade, Portas tem estado calado e deixa correr o que o chefe do Governo lhe impõe, fazendo contra ele alguma chantagem, como se viu, ou tem sido agarrado (com viagens, por exemplo). Paulo Portas, no entanto, nos últimos dias parece ter-se imposto e ameaçado o presidente do Governo e o ministro das Finanças de abandonar o Governo o que seria o fim, por perder a maioria da Coligação...
Enquanto Portas tinha alguma esperança de se associar ao PS, o que seria um conforto para ele, foi deixando andar. Mas agora estará desiludido dessa possibilidade. É bem possível que procure ser de novo democrata-cristão, perante um Papa progressista, que gosta dos pobres, os quer ajudar e abomina o capitalismo selvagem. É possível que, no contexto atual, a Democracia-Cristã volte a aparecer, como está a acontecer já há algum tempo com o Socialismo Democrático. [...]

Exactamente! É mesmo isto que me traz aqui. Pensamento claro e cristalino, prosa escorreita, conteúdo  isento e estilo camiliano—de antologia!!! Olaré...  Fica registado para a eternidade n' "O Dolicocéfalo".
.

Sem comentários:

Publicar um comentário