terça-feira, 23 de julho de 2013

A MORTE DE NAPOLEÃO

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Napoleão morreu na Ilha de Santa Helena, no dia 5 de Maio de 1821, com 51 anos. Ainda hoje se discute sobre o que o matou, não obstante ter sido autopsiado por sua vontade expressa antes de morrer, pelo seu clínico assistente e experimentado médico legista. O general receava ter um cancro gástrico familiar—o seu pai morreu disso—e queria deixar o filho prevenido.
Não morreu envenenado por arsénico, como se disse e já foi refutado por análise do cabelo. A autópsia realizada algumas horas após a morte revelou hemorragia grave no estômago e perfuração deste, situação bastante para explicar a morte.
Os pulmões estavam intactos, sem sinais de tuberculose—causa frequente de morte na época—e o fígado também. Na ausência de exames histológicos (microscópicos), então não exequíveis, ignora-se se a úlceração gástrica era uma simples úlcera péptica benigna pelo Helicobacter pylori, ou um tumor maligno ulcerado. A primeira hipótese é a mais provável.
Afinal, Napoleão, homem superior e figura histórica, morreu de uma banalidade. A tais personalidades cabe melhor uma morte trágica, por fuzilamento ou envenenamento, por exemplo.

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