segunda-feira, 22 de julho de 2013

UM TIRO PELA CULATRA

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O Dr. Soares, o poeta Alegre, o que já se convencionou chamar "tralha socrática" e todos os fósseis da primeira república do PS, ganharam a batalha: amedrontaram Tozé, que meteu o rabo entre as pernas e interrompeu intempestivamente a participação nas negociações tri-partidárias, deixando Cavaco com o pé no ar. A satisfação não podia ser maior nas catacumbas do Largo do Rato, quase tão grande como a dos antecessores depois do regicídio. 
Mas o pior está para vir, pois Passos Coelho recebeu salvo-conduto até 2015. Portugal deve-lhes isso. Conseguiram uma clássica vitória de Pirro.
Gente que não aprende nada porque nunca aprendeu, só agora vai perceber a asneira consumada. E, cabeças assim, habitualmente resolvem o erro com outro erro maior, quando não com muitos erros. Perspectiva-se o alinhamento irracional com a esquerda mais anacrónica, do PCP e BE, em manifestações de permanente agitação, conducentes a ainda maior desgraça social. Os fósseis do PS não estão verdadeiramente preocupados com o estado de ruína do País—de que foram os principais obreiros e cujas consequência não sofrem—mas antes com o afastamento do poder. Querem poder, protagonismo, mordomias—o resto interessa pouco. Nesse aspecto são quase tão maus como a direita que temos. Caso para dizer que nem a sua influência acaba, nem a gente almoça.
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