segunda-feira, 22 de julho de 2013

OS GRANDES VELEIROS

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 "Andorinha" (Corveta)

Óleo fotografado na Messe da Marinha (Cascais), em 25-06-2011
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Corveta portuguesa dos séculos XVIII e XIX, dotada com 24 peças de artilharia. Foi construída no Arsenal da Marinha, em Lisboa, e lançada à água em 1797, com a designação (algo pomposa) de fragata. Nesse mesmo ano interceptou ao largo de Vila Nova de Milfontes dois perigosos corsários : o francês «L'Oiseau» e o «Santa Catalina», de Ragusa. Após renhido combate, os fora-da-lei renderam-se à corveta «Andorinha», que os apresou. Entre 1799 e 1801 operou no Mediterrâneo, onde esteve integrada na divisão naval portuguesa do valoroso D. Domingos Xavier de Lima, 7º marquês de Nisa, um dos mais preciosos aliados de Horácio Nelson na guerra contra a França napoleónica. Em 1801, na rota do Rio de Janeiro, este navio português sustentou um combate desigual com a fragata gaulesa «La Chiffonne», de 44 canhões, sendo obrigada a render-se, depois de ter infligido ao adversário prejuízos de monta e mais de uma dezena de mortos. Foi a corveta «Andorinha» que levou ao Brasil (em 1808) a boa nova da assinatura da Convenção de Sintra, que ditava a saída de Portugal das tropas de Junot. A «Andorinha» perdeu-se em 1810 na costa brasileira, quando ali se encontrava em missão de soberania.

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In "Dicionário das Batalhas Brasileiras"
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