quinta-feira, 25 de julho de 2013

LUDWIG VAN BEETHOVEN

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Três quartos da  cavidade abdominal  estão preenchidos por líquido avermelhado e turvo. O fígado está reduzido a metade do volume, é compacto, de cor azul esverdeada e com a superfície coberta de nódulos do tamanho de feijões. O baço está muito aumentado de volume, tal como o pâncreas. Os rins também estão afectados...

O citado é um fragmento do relatório da autópsia de Ludwig van Beethoven. Segundo o Dr. Frédéric Maître, do Instituto Médico-Legal de Paris, os sinais referidos são típicos da fase terminal da cirrose hepática nodular observada nos alcoólicos.
Exames de cabelos e ossos do compositor, realizados uma dezena de anos depois da morte, revelaram também intoxicação pelo chumbo. "Embora este possa ter vindo de outras fontes, no caso de Beethoven a mais provável foi o vinho", escrevem especialistas da Sociedade Americana de Otorrinolaringologia que estudaram a surdez do músico, desencadeada pelo chumbo. Beethoven apreciava desde jovem a pinga—começou aos 17 anos depois da morte da mãe—e bebia muito vinho da Hungria feito "a martelo". Já na fase terminal da doença, escrevia ao barão Johan Pasqualati a agradecer uma oferta de Champagne, referindo que o bebia com a convicção de que iria ajudar a recuperar a saúde!
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