domingo, 21 de julho de 2013

A RIR É QUE A GENTE SOBREVIVE

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[...] O PSD (e, pelo menos teoricamente, o CDS) sujeita o país à inevitável penúria quase sem beliscar as causas da dita. O PS rejeita a penúria e propõe-se insistir nos delírios que a provocaram. [...]

[...] Os que estão com a esquerda assumida reclamam eleições antecipadas. Os que estão com aquilo que por cá passa por "direita" querem a recondução do Governo (qual?). Os que estão com o juízo relativamente preservado querem um bilhete de ida para longe daqui. [...]

[...] Em qualquer dos casos, o jogo regressou ao prof. Cavaco, que, inspirado pela afirmação de soberania nas Selvagens, pondera. Ao cuidado dos espanhóis: aqueles rochedos pertencem-nos. Ao cuidado dos portugueses: o resto do território cada vez menos. [...]

[...] O que seria de Portugal sem Boaventura de Sousa Santos? Um país muito mais triste, com certeza. Não falo só por mim, que enquanto cronista tenho no exótico sociólogo uma preciosa ajuda ao meu ganha-pão e enquanto cidadão me divirto à grande com a criatura. Falo pelos inúmeros compatriotas meus que alegram os dias à custa de cada atoarda de BSS. [...]

[...] Já me aconteceram coisas estranhas, mas poucas tão estranhas quanto concordar com Augusto Santos Silva. No entanto, que opções me restavam quando o ex-ministro socialista chamou ao Partido Ecologista "Os Verdes" uma "fraude política" e uma "barriga de aluguer"? [...]

[...] Na recente comemoração dos 30 anos de existência de "Os Verdes", um dos seus dirigentes orgulhou-se de terem estado sempre "ao lado das pessoas e das populações". Em contrapartida, é complicado apurar se as pessoas e as populações alguma vez agradeceram o esforço, visto que nunca puderam expressar a sua opinião através do voto. De 1983 em diante que a simpática agremiação hoje chefiada pela dra. Heloísa Apolónia concorre a reboque do PCP, ou melhor da APU, primeiro, e da CDU, depois (convém esconder a palavra "comunista"). [...]
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Alberto Gonçalves in "Diário de Notícias"
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