quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O MUNDO NOVO

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João Pinto, médio do FCP, dizia que só fazia prognósticos no fim do jogo; Yogi Berra, jogador de basebol americano, achava que o futuro já não é o que era; e, segundo Matt Ridley, as previsões dizem mais sobre o presente do que sobre o futuro. Complicado! Por exemplo, no futuro, quantas técnicas novas, que não conhecemos, e quantos hábitos que não temos se tornarão indispensáveis ao homem? Ninguém sabe.
Mas, muito provavelmente, a inteligência colectiva vai aumentar, com base na crescente especialização individual, o mesmo que dizer no afunilamento do conhecimento do indivíduo. Em simultâneo, as formas de lazer diversificar-se-ão. Vão organismos como as grandes empresas, partidos políticos e burocracias governamentais sofrer as consequências disso? Provavelmente. Pequenas empresas e associações efémeras de pessoas que se formam e desfazem continuamente—viabilizadas pelas comunicações—vão empurrá-los para tempos difíceis. Sobreviverão à custa de nova organização—evoluindo de baixo para cima.
Este "de baixo para cima" será a grande inovação do Século XXI. Até hoje, os grandes impérios  asseguraram estabilidade à custa duma corte parasitária; as religiões à custa da classe sacerdotal; o socialismo à custa da burocracia; o capitalismo à custa dos financeiros e por aí fora. É verosímil que tudo isso tenda a acabar com a nova informação generalizada e a intercomunicação em cima da hora. Já vimos como funciona na Tunísia, na Líbia, no Egipto e agora na Ucrânia. O facto de cada cidadão estar em contacto directo, simultâneo, fácil  e instantâneo—dia e noite—com milhares de milhões de contemporâneos mudou o mundo; ou melhor, está a mudar.
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