quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A ARTE DE CASTRAR HIPOPÓTAMOS

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Hoje vou abordar matéria importante que tem dado muito que falar. Trata-se da dificuldade em castrar os hipopótamos. O problema é abordado num blog chamado “Inkfish” sob o título Why It's Nearly Impossible to Castrate a Hippo. É verdade!
A primeira dificuldade é que o hipopótamo esconde os testículos. Ao contrário de outros bichos, e à semelhança da baleia e do amarilho, por exemplo, as suas gónadas não se encontram no exterior do corpo, no escroto, mas no interior―são completamente invisíveis por fora. Por outro lado, a localização varia de animal para animal.Isto obriga os cirurgiões a fazer ecografias antes de iniciar o acto operatório mas, frequentemente, os testículos deslocam-se no decurso da intervenção e, quando os veterinários chegam ao local, já não estão lá, o que obriga a novas ecografias e, por vezes, a profundidade torna-se tão grande que é dificílimo, mesmo impossível, atingi-los.
Por fim, a anestesia é muito difícil e, como passam muitas horas mergulhados em água cheia de fezes, as infecções pós operatórias são comuns. Felizmente, a sua pele segrega um líquido vermelho―“suor vermelho”―que, além de funcionar como protector solar, tem acção antisséptica, ajudando a prevenir a contaminação das feridas operatórias.
Chegados aqui, é altura de explicar porque se castram os hipopótamos, sendo uma espécie em extinção. Na realidade, estão em extinção no seu habitat mas, nos jardins zoológicos, reproduzem-se imenso―as fêmeas podem viver 40 anos e dar à luz 25 filhos, o que cria problemas logísticos incomportáveis para os proprietários. Voilà.
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