terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A MORTE DE ALEXANDRE

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Alexandre, o Grande, morreu em 13 de Junho de 323 AC, na Babilónia, com pouco mais de 30 anos. A morte ocorreu depois de um banquete pantagruélico e bem regado—muito bem regrado, consta na História. Natural da Macedónia, veio a revelar-se grande génio militar, conquistando o maior império do mundo. A causa da morte nunca ficou esclarecida, não obstante terem sido efectuados muitos estudos sobre a matéria.
Este mês, o jornal "Clinical Toxicology" publica um trabalho cujo primeiro autor é o Dr. Leo J. Schep, da Universidade de Otago na Nova Zelândia, especialista em toxicologia que investiga a morte de Alexandre há mais de uma década. E, segundo os autores, tendo em conta a descrição dos sintomas antemortem e o enquadramento dos acontecimentos na época e no local, a morte do general terá resultado de envenenamento.
Na época, o heléboro branco (Veratrum album) era usado com frequência como laxante, sobretudo em "purgas". Em doses maiores, tinha conhecidos efeitos tóxicos, mesmo mortais. E os sintomas descritos em Alexandre antes da morte são compatíveis com intoxicação pelo heléboro—dores abdominais (epigástricas) intensas e súbitas, náuseas e vómitos, diminuição da frequência cardíaca (bradicardia), queda da pressão arterial e grave fraqueza muscular.
Muito provavelmente o veneno  ter-lhe-á sido administrado no vinho por um servidor próximo durante o jantar, pessoa que conhecia os excessos de Alexandre em matéria de bebida. Não há grande sem calcanhar de Aquiles.
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