Este mês, o jornal "Clinical Toxicology"
publica um trabalho cujo primeiro autor é o Dr. Leo J. Schep, da Universidade
de Otago na Nova Zelândia, especialista em toxicologia que investiga a morte de
Alexandre há mais de uma década. E, segundo os autores, tendo em conta a
descrição dos sintomas antemortem e o enquadramento dos acontecimentos na
época e no local, a morte do general terá resultado de envenenamento.
Na época, o heléboro branco (Veratrum album) era usado
com frequência como laxante, sobretudo em "purgas". Em doses maiores,
tinha conhecidos efeitos tóxicos, mesmo mortais. E os sintomas descritos em
Alexandre antes da morte são compatíveis com intoxicação pelo heléboro—dores
abdominais (epigástricas) intensas e súbitas, náuseas e vómitos, diminuição da
frequência cardíaca (bradicardia), queda da pressão arterial e grave fraqueza
muscular.
Muito provavelmente o veneno ter-lhe-á sido administrado no vinho por um servidor
próximo durante o jantar, pessoa que conhecia os excessos de Alexandre em
matéria de bebida. Não há grande sem calcanhar de Aquiles.
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