Não leio nem ouço o que Paulo Portas diz porque é tempo
perdido, mas segundo o que leio escrito por outros, o janota terá declarado que sem
ele e o CDS Portugal não estaria livre de um segundo resgate (estará?), a
situação dos pensionistas e dos contribuintes seria muito pior, e também que anunciou
uma demissão irrevogável, sabendo não ser tal, para evitar a deterioração do
Governo (ainda mais?—perguntar-se-á).
Há dois tipos de postura na vida: a do que é sério e fiável
e com quem se pode contar—a da generalidade das pessoas—e a do salta-pocinhas
que dá uma no cravo e outra na ferradura, ou seja a do político. Esta é a de
Portas, ícone do político troca-tintas. Com a mesma cara, louva hoje o que
ontem dizia inaceitável e assim se apresenta para ser julgado, esperando boa
nota. Não há pachorra.
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